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Construtora terá que pagar hospedagem para condôminos de 28 casas ameaçadas por cratera na Zona Leste de SP

A Justiça de São Paulo determinou nesta sexta-feira (10) que a construtora responsável pelo condomínio onde uma cratera se abriu na Zona Leste de São Paulo pague a hospedagem provisória dos moradores. No total, 28 casas foram interditadas pela Defesa Civil depois das chuvas.

Na quarta-feira (8), o muro do condomínio Serra de Santa Marta desabou na Vila Carmosina e as 24 casas foram atingidas. Além disso, 4 residências vizinhas foram interditadas.

Nesta sexta, a juíza que cuida do caso fez uma inspeção no condomínio acompanhada por técnicos, e decidiu que a construtora do condomínio vai ter que pagar um hotel para os moradores até quinta-feira (16), quando haverá uma audiência.

“Nós já temos outra audiência marcada para continuar com a contratação dos serviços técnicos. Tem que fazer a contratação de uma empresa de monitoramento do solo e a contratação de estacamento, então a gente tem um monte de obras para fazer”, disse a juíza federal Marisa Cucio da 12ª Vara Federal Civil de São Paulo.

Em nota, a construtora WER informou que o condomínio é objeto de uma ação judicial por conta de obras irregulares, anteriormente ao deslizamento, e que nessa mesma ação serão tratados os reparos relativos ao acidente.

A construtora informou ainda que está prestando assistência aos moradores do condomínio para hospedagem nos próximos dias.

Problema antigo

Os moradores dizem que os problemas no condomínio são antigos e que há 6 anos eles entram na Justiça.

“Alguns meses depois que as pessoas se mudaram, começaram a surgir os problemas de rachaduras e trincas dentro de algumas moradias e na área externa do condomínio. Eu fiz um financiamento de 25 anos. É uma vida, além do risco que nós sofremos com a família aqui dentro”, disse a síndica Fabiana Souza.

Nesta sexta, caminhões de mudança circulavam pelo bairro. “Eu tive que sair da minha casa. Moro aqui na casa 7. É o sonho da gente, que trabalhou anos para construir, para comprar um imóvel, uma casa própria para gente, e agora a gente está assim”, lamentou Marta Cláudia Araújo Cavalcante, que trabalha como vendedora.

Fonte: G1

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