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Homem ameaça matar animais em condomínio e é notificado pela OAB

Tudo começou quando o síndico do condomínio resolveu engaiolar os animais que estavam urinando e defecando nas áreas comuns sem que os donos estivessem presentes para limpar a sujeira.

Um condômino enviou um áudio em um aplicativo de mensagens ameaçando exterminar gatos e cachorros de um condomínio em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió, e ele foi notificado pela Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas. Na gravação, o homem fala em envenenar gatos e cães que estiverem fazendo necessidades fisiológicas em áreas comuns do residencial.

Tudo começou quando o síndico do condomínio resolveu engaiolar os animais que estavam urinando e defecando nas áreas comuns sem que os donos estivessem presentes para limpar a sujeira. A medida já havia sido aprovada pelos moradores do local como forma de preservar e deixar limpo o local. Segundo a decisão, tomada em comum acordo, os gatos e cães que sujassem os espaços de uso comum seriam colocados em jaulas até a presença de seus proprietários.

Um morador do residencial gravou um áudio parabenizando a atitude do condomínio, mas afirmou que, caso a situação das sujeiras provocadas pelos animais não fosse solucionada, seria preciso envenená-los e exterminá-los.”[…] Acho até que se não resolver a questão da captura, a próxima seria a questão de envenenar os animais. Não pode animal solto em condomínio, cagando e mijando. Têm crianças, eles transmitem muitas doenças. Então, foi uma boa ideia do condomínio, mas se não capturar, a próxima ideia seria o extermínio, botar veneno para matar essas desgraças todinhas”, diz o homem em áudio.

Imagens mostram os animais engaiolados. Segundo a presidente da Comissão do Meio Ambiente e Bem Estar Anima da OAB Alagoas, Rosana Jambo, “as gaiolas são permitidas de acordo com regimento dos condomínios, desde que sejam amplas, ventiladas, tenham água e comida à disposição”.

Ela classifica a ameaça de envenenamento como “seríssima, pois não é só crime contra os animais, é crime contra a saúde pública. Estamos em contato com o condômino responsável pelo áudio e com o síndico. Haverá audiência”, afirma. No entanto, ela explica que os animais devem ser mantidos dentro da residência dos donos, não em área comum. “Nas áreas comuns, as regras obedecidas são as do regimento, sendo legal os recintos para apreensão e até cobrança de multa e entrega do animal ao dono”, finaliza.

Envenenar animais é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais. Quem o pratica pode pegar até três meses a um ano de detenção e multa.

Fonte: OP9

 
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Setembro amarelo – Mês de combate ao suicídio.

Suicídio: falar é o melhor caminho

Sempre delicado (e temido), o tema da morte e do luto muitas vezes não encontra lugar para ser discutido, sendo o suicídio com a mais alta rejeição, um tabu, um interdito, um segredo. Os próprios familiares da pessoa que se matou muitas vezes não encontram guarida e conforto, pois de alguma forma são estigmatizados ou, pior, culpabilizados pela tragédia ocorrida com eles.


Neste mês, há um destaque nacional para tal tema, Setembro Amarelo é uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio que foi criado por aqui pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria). A fim de diminuir o tabu e o estigma, falar sobre suicídio é um importante meio, pois a pessoa que sofre pode ter espaço de escuta, ser encaminhada a lugares especializados, além de ajudar familiares e amigos.


No que se refere ao suicídio no condomínio, seja no apartamento da família ou nas dependências do prédio, há uma necessidade do gestor de estar preparado para lidar com a família, ajudá-los com as questões burocráticas, mas também com um conforto emocional, neste último caso, é preciso ter alguma qualificação no assunto.

Quando uma tragédia assola um condomínio, todos são de alguma forma tocados, mobilizados em menor ou maior grau, mesmo quando há uma morte por doença ou natural (seja no hospital ou em casa) de um morador. Os próprios funcionários também devem ser ouvidos.

Cabe ressaltar que o suicídio não tem causa única, ou seja, é multifatorial, cada caso um caso, mas devemos salientar que houve um aumento de suicídio em idosos. A população brasileira teve um envelhecimento significativo, isto é, há muitos moradores que são idosos e sozinhos, aumentando a chance de suicídio.


Falar sobre a morte e o morrer não é um assunto tranquilo, mas é muito necessário, que, além desse mês, possamos abrir um espaço importante para debater, falar e ouvir.

Rebeca Simão
CRP: 06/125257
Psicóloga Clínica
Atendimento psicológico para pessoas enlutadas

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Seguros podem ser contratados por períodos curtos

A Superintendência dos Seguros Privados (SUSEP) autoriza seguros com vigência reduzida e período intermitente.

Medida traz flexibilidade para o mercado oferecer mais opções de produtos ao consumidor

Adequar os produtos de seguro às reais necessidades do consumidor. Sob essa ótica, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) editou a Circular 592, publicada nesta quinta-feira (29), no Diário Oficial da União (DOU).

O normativo traz as condições gerais para a customização de planos de seguros com vigência reduzida de contrato e período intermitente, uma evolução no mercado brasileiro de seguros.

Na prática, a partir de agora, as seguradoras poderão oferecer apólices de seguros que são acionadas de acordo com a conveniência do consumidor.

“Citando como exemplo o seguro de automóvel, um dos mais populares do país, o segurado terá a opção “liga-desliga” quando comprar o produto ou mesmo optar por intervalos de contratação diferentes da praxe do mercado, que é o plano anual”, explica o diretor da Susep Rafael Scherre.

O normativo da Susep informa que a vigência reduzida se aplica a períodos que podem ser fixados em meses, dias, horas, minutos ou a viagens, trechos e a quaisquer outros critérios estabelecidos no plano de seguro.

Já o período intermitente (“liga-desliga”) levará em conta os critérios de interrupção e recomeço da validade da apólice, bem como a inclusão ou a exclusão de riscos.

Fonte: Susep

 

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Geração millennials prefere alugar a comprar imóvel

Levantamento realizado pela Today aponta preferência por contratos temporários e maior mobilidade em função do trabalho

O sonho da casa própria parece não fazer mais sentido para geração millennials, também conhecida por geração Y.

De acordo com os dados apurados pela Today, agência de transformação digital, 80% dos que hoje têm entre 25 e 39 anos preferem alugar imóveis ao invés de comprá-los.

O levantamento da Today sobre o comportamento da geração millennials se baseia em um compilado de dados de diversas pesquisas disponíveis no mercado para analisar suas preferências, peculiaridades e como o setor imobiliário deve olhar para esse público.

A avaliação aponta que 41% dos nascidos entre 1980 e 1995 podem deixar o trabalho em que estão após dois anos, o que tende a levá-los a mudar também o local onde moram.

“A grande parcela desta geração busca apartamentos menores em áreas urbanas, próximos ao local de trabalho e perto de metrôs e ciclofaixas”, explica Adilson Batista, fundador e CEO da agência Today.

É o caso da gerente de projetos de tecnologia, Clarice Naomi Oshiro, 35, que desde que saiu da casa da família em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, há dez anos, já está em seu quinto apartamento alugado.

Ela conta que não teria dinheiro para comprar um imóvel à vista e que nem passa pela sua cabeça assinar um contrato de financiamento imobiliário e passar a vida presa a uma dívida e a um local específico.

 
“Mesmo se eu tivesse dinheiro suficiente, não investiria em imóvel, porque mudei algumas vezes em razão do meu trabalho e também não sei se quero morar para sempre no Brasil”, diz Clarice.
 
Os números mostram ainda que a geração já representa 25% da população brasileira, o que corresponde a aproximadamente 52 milhões de pessoas, ou seja, maior que a população da Espanha.
 
Segundo pesquisa realizada pelo LinkedIn, a tecnologia digital apresentou um novo caminho, tanto para quem vende como para quem compra ou aluga um imóvel: 90% dos consumidores usam o ambiente online no processo de aquisição de imóveis.
 
O smartphone também passou a fazer parte da rotina: 82% dos millennials afirmam possuir um aparelho, o que os torna consumidores altamente influenciadores. Em contrapartida, as marcas passam a ter oportunidades constantes de se conectar com seus clientes.

Casa própria

No entanto, ainda que as novas gerações estejam se inclinando para novas decisões com relação ás prioridades financeiras e ao estilo de vida, 22% da geração Y ainda enxerga a casa própria como meta número um, mesmo que a opção pela compra seja feita um pouco mais tarde, a partir dos 30 anos, segundo dados da Euromonitor.
“Hoje, mais do que nunca, tudo se transforma rapidamente. Se as pessoas e as empresas não acompanharem a velocidade dessas mudanças, ficarão para trás.
A transformação digital nos negócios é indispensável para crescer nessa nova economia. O setor imobiliário, como todos os outros, precisa se atualizar para se manter ativo e avançar na conquista de novos mercados,” afirma Batista.
Ele afirma que é fundamental acompanhar o comportamento desse público, conhecer suas necessidades e o que as novas gerações buscam na hora de adquirir ou alugar um imóvel.
As formas de negociação também devem ser adaptadas. Os millennials priorizam a experiência, seja de atendimento, qualidade do serviço ou do produto.
São exigentes e atentos, além de ser considerada a geração mais influenciadora de todos os tempos. Criar uma relação de confiança e empatia pode fazer toda a diferença na hora de fechar um negócio.
Fonte: Imóveis Estadão
 
 
 
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Desempregados, vizinhos oferecem serviços e produtos dentro de condomínio na BA: “Oportunidade de garantir renda”

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Cartórios no PR testam aplicativo que permitirá reconhecer firma e outros serviços sem sair de casa.

Uma plataforma que pretende modernizar os serviços notariais chega ao Paraná neste sábado (3), em evento realizado pelo Conselho Federal do Colégio Notarial (CNB/CF) para os tabeliães do estado. Quando todas as suas funções estiverem habilitadas, a plataforma e-notariado vai permitir que todos os serviços ofertados pelos tabelionatos de notas, como reconhecimento de firma, autenticação de documentos e a lavratura de escrituras, sejam feitas online, por meio de um aplicativo que conecta o usuário ao sistema do cartório.

“Vislumbramos um futuro em que essas transações imobiliárias são feitas de forma totalmente eletrônicas com plena segurança, não só em relação às pessoas que estão efetuando essas transações, mas também em relação aos dados que são armazenados, ao histórico dessas transações”, afirma o segundo vice-presidente do CNB/CF, Filipe Andrade Lima Sá de Melo.

O objetivo do CBN/CF com a plataforma é trazer vantagens tanto para os cartórios quanto para os usuários.

“O notariado, que é uma profissão extremamente tradicional, vai se reinventar através da tecnologia e é isso que vai garantir, na nossa percepção, a continuidade desse sistema de garantias imobiliárias”, explica Melo.

Além disso, os cartórios que passarem a utilizar o sistema devem ver seus custos caírem, já que o atendimento presencial costuma encarecer a atividade.

Contudo, conforme os representantes, o grande mote da plataforma é facilitar a vida dos usuários. Isso porque, por meio do aplicativo, qualquer pessoa poderá emitir um certificado digital para assinar documentos e realizar transações – ou consultá-las – sem precisar sair de casa.

Ao contrário dos certificados emitidos atualmente, que têm um custo, a certificação pelo e-notariado será gratuita.

“Além de poder ter um avanço na atividade notarial, vamos popularizar a certificação digital e isso é extremamente importante”, diz o membro da Academia Notarial Brasileira, Luiz Carlos Weizenmann.

A ideia também é que as pessoas passem a ver a certificação digital como equivalente à “assinatura física”, fazendo com que o uso e o armazenamento dos certificados digitais sejam encarados com mais seriedade.

Regulamentação

Lançado em abril, o e-notariado está em fase inicial de implantação. Neste primeiro momento, os cartórios estão sendo certificados digitalmente e transformados em Autoridades Certificadoras, para que, a partir disso, também possam emitir certificados digitais gratuitos para os cidadãos. Além disso, alguns serviços, como emissão de notas notariais e a validação de firma já estão habilitados.

Contudo, outros, como as escrituras de compra e venda de imóveis, dependem de uma mudança na regulamentação para que ela passe a abarcar a escritura pública feita em meio eletrônico. A nova regulamentação está em discussão no Conselho Nacional de Justiça e a expectativa dos representantes do setor é que ela seja aprovada até o fim do ano.

Fonte: Gazeta do Povo

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Construção civil cresce 2% e apresenta o primeiro resultado positivo em 5 anos

O PIB (Produto Interno Bruto) do setor de construção cresceu 2% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Em comparação com o primeiro trimestre de 2019, o crescimento da construção foi de 1,9%. É um resultado muito acima do PIB total brasileiro, que subiu apenas 0,4%.

É o primeiro resultado positivo da construção depois de 20 trimestres (cinco anos) seguidos de queda, segundo este critério.

O resultado contrariou estudos do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), que previa uma queda de 1,8% da construção, de acordo com dados do Monitor do PIB, da FGV.

Apesar da melhora no segundo trimestre, a construção registra leve queda de 0,1% no primeiro semestre de 2019, em relação ao mesmo período do ano passado. Os números do PIB foram apresentados nesta quinta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Melhora vem da construção de casas

Segundo José Carlos Martins, presidente da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), a recuperação reflete bons resultados apenas da construção imobiliária, que engloba.

Não houve a mesma melhora nos setores de construção pesada, como rodovias, indústrias e saneamento.

“Os mercados de infraestrutura e de obras industriais, se não estiverem andando para trás, estão estagnados”, disse.

Martins afirma que a crise econômica dos últimos anos e o crescimento da população criaram uma demanda reprimida na construção imobiliária (aumentou o número de pessoas que querem comprar, mas que não veem condições para isso).

Assim, qualquer sinal de melhora, por menor que seja, gera um aumento instantâneo na compra de moradia por parte das famílias.

O presidente da Cbic diz ainda que os números apresentados pela indústria são animadores, mas poderiam ser muito melhores se houvesse mais investimento público em infraestrutura.

Mercado informal em alta, construtoras em baixa

“O crescimento da construção civil é tímido e passa muito mais pelo setor informal do que pelas construtoras”, afirmou Eduardo Zaidan, vice-presidente de economia do Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo).

Segundo ele, a contribuição do setor para o PIB está relacionada ao aumento do consumo de material de construção pelas famílias, que estão com um pouco mais de dinheiro disponível em função dos juros baixos e da inflação sob controle. Isso estimula a informalidade.

“Existe um aumento nos ocupados na construção, que trabalham sem registro em carteira, mas o rendimento médio dos ocupados caiu. Então, há mais gente disputando o mesmo bolo”, declarou.

Construção precisa de investimento público e privado

Zaidan diz que existem “quatro motores” que ditam o ritmo do setor: construções públicas, indústria, comércio e família.

“Nenhum deles tem hoje condições objetivas de impulsionar a construção civil.”

O economista afirma que os investimentos públicos em obras sequer são suficientes para manter a infraestrutura, ao passo que indústria e comércio não pensam em gastar com construção porque estão com pouca atividade econômica.

As famílias, mesmo com a melhora nas condições de consumo, não conseguem sustentar o setor, principalmente porque a taxa de desemprego continua elevada (são 12,8 milhões de desempregados no Brasil, segundo o IBGE).

Por causa desses fatores, Zaidan aposta que a construção civil deve continuar com crescimento pequeno em 2019, abaixo de 1%. Para uma melhora mais consistente, na sua opinião, o governo precisa resolver a questão fiscal (controlar os gastos) e dar sinais concretos para investidores brasileiros e estrangeiros.

 

Fonte: Uol.

Idosa morre após cair em fosso de elevador de condomínio residencial

Uma idosa de 64 anos morreu na tarde do sábado (24/08/2019), após cair no fosso do elevador de um prédio residencial localizado na Avenida Garibaldi, em Salvador.

A vítima foi identificada como Maria de Fátima Nascimento Silva e morava no prédio. Conforme informações de testemunhas, a idosa abriu a porta do elevador mas o equipamento não estava parado no andar. 

“Ela disse que estava indo para o salão de beleza e quando abriu o elevador caiu lá embaixo, não conferiu se o elevador estava no andar”, disse Saint Laurent Souza, vizinho da vítima. 

Vizinhos da vítima relataram que ela caiu do terceiro andar, mas a altura equivale ao sexto andar por conta dos andares extras da garagem e área de lazer. 

Após a queda, a idosa ainda ficou consciente e gritou por socorro conforme relatou Saint Laurent. 

“Quando eu abri a porta do elevador ela estava lá no poço, em cima do elevador e estava consciente, conversou normal. Ela me deu o telefone do filho dela só que quando começou o resgate ela ficou inconsciente. 

O Corpo de Bombeiros foi acionado e socorreu a vítima. Ela foi encaminhada para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos. 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, este foi o sexto acidente com elevador na capital baiana, em 2019.

Fonte: G1 Bahia

Portaria remota cresce polarizando economia de gastos do condomínio e desemprego aumenta

Substituição de porteiros ajuda a reduzir até 50% dos gastos nos condomínios, segundo associação que estima aumento de 150% na adesão de prédios à tecnologia neste ano; assunto levanta debate sobre desemprego e segurança.

As portarias remotas se tornaram uma alternativa para os condomínios que buscam reduzir despesas, principalmente com a folha de pagamento de funcionários. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Segurança Eletrônica (Abese), a substituição da mão de obra humana pela tecnologia pode diminuir 50% dos gastos. Por outro lado, a medida levanta o debate sobre a segurança nos edifícios monitorados à distância e ainda sobre o aumento do desemprego.

No edifício onde mora a arquiteta Daniella Martini, a portaria remota foi implementada no ano passado para enxugar despesas do condomínio, com saldo positivo para os moradores: 40% a menos no fim do mês.Apesar da demissão de parte dos funcionários, o edifício em Santa Cecília, na região central de São Paulo, decidiu manter um zelador e uma porteira, que ajudam no recebimento de encomendas. Mas, a partir das 18h de segunda a sexta, não há ninguém na portaria.

Para entrar em casa, Daniella usa a própria digital (que pode ser substituída por uma chave com sensor) e ainda um dispositivo para fazer a abertura da garagem. Os visitantes precisam ser comunicados ao sistema pelo morador para acessar o condomínio. Câmeras auxiliam no monitoramento à distância e, com ou sem o aparato, a vigilância é uma constante na casa da arquiteta e das filhas Júlia, 10 anos, e Cecília Martini, 14.

“Com porteiro ou câmeras, a gente tem de ficar atento. Ensino às minhas filhas a observarem se não tem ninguém parado na porta do prédio. Já precisei passar direto por uma pessoa desconhecida que julguei suspeita. Talvez uma presença física intimidasse uma possível abordagem. Acho que a gente tem que ficar mais ligado, sim, com esse sistema de portaria virtual”, opina.

A segurança é, por outro lado, apontado como o principal benefício do serviço à distância, segundo Odília de Oliveira, diretora comercial da OP Monitoramento. “A liberação só acontece mediante a autorização do morador. Não importa se é mãe, pai ou filho. Pedimos foto e documentos para o nosso sistema realizar o cadastro”, garante.

No combo, vem a redução de custos para os condomínios. “A gente gera uma economia de 50% a 70% na folha de pagamento. Você não tem mais ação trabalhista ou alguém sendo pago para dormir no condomínio, e com adicional noturno. O condomínio passa a ter um atendimento profissional. Não mecânico, profissional”, diz Odília.

Um dos planos mais completos da OP Monitoramento, que inclui câmera, biometriae sensores de porta, custa R$ 5 mil por mês. A implantação tem uma taxa extra, que pode ser parcelada em até 12 meses e garante ao condomínio a posse dos equipamentos.

Segundo Odília, não há registro na empresa de condomínio que voltou à portaria tradicional. “Temos uma equipe de 22 operadores, capazes de monitorar de cinco a oito condomínios. E a demanda só cresce. Nós sempre precisamos contratar mais gente.”

Tendência digital versus desemprego

O edifício de Daniella Martini está entre os 300 mil condomínios do Brasil que já adotaram a vigilância eletrônica – 1% do total de prédios. Apesar de ser um porcentual baixo, ele é crescente, diz a Abese, que estima aumento de 150% na adoção da portaria remota para este ano.

“Os custos eram muito elevados, mas, a partir de 2017, as empresas de segurança eletrônica e startups trouxeram novidades e soluções. Os preços se tornaram mais acessíveis e os produtos, de melhor qualidade. Isso provocou um boom”, explica Selma Migliori, presidente da associação.

Para enfrentar problemas como a falta de energia elétrica e a ausência de funcionário para o recebimento de entregas, a Abese está compilando até dezembro um manual de conduta destinado às empresas de segurança, com o objetivo de alertar síndicos e moradores sobre itens que devem ser considerados na hora de escolher a prestadora de serviço. Entre as recomendações está a manutenção de ao menos um zelador para as áreas comuns e até um gerador.

Os funcionários a serem dispensados, por outro lado, engrossariam a fila do desemprego, que chega a 12,8 milhões de pessoas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Paulo Ferrari, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Edifícios e Condomínios de São Paulo (Sindifícios), o número só tende a crescer com a instalação massiva das portarias remotas.

“Em alguns casos, praticamente todo o quadro de porteiros é desligado, desde o funcionário que chega pela manhã até o da noite. O desemprego é real, já é uma fatalidade, uma coisa concreta, e tende a piorar.”

Além do desemprego, diz Ferrari, a substituição da mão de obra humana pela vigilância eletrônica traz desvantagens para o condômino, a começar pela burocracia na hora de receber uma visita ou até de uma emergência de saúde. “Se um pessoa está no elevador e passa mal, até chegar alguém para socorrer muito tempo já foi perdido. Se uma ambulância estiver vindo resgatar alguém e a empresa não reconhecer esse profissional e autorizar a entrada, como faz?”, questiona ele, que já foi zelador de condomínios.

Por ter vivido na pele o dia a dia da portaria, ressalta que profissionais humanosreconhecem os hábitos das famílias e cativam com eficiência o público mais velho. “Para baixar o custo do condomínio, não precisa cortar o salário do empregado. Tem muita coisa que pode diminuir, é só ter vontade”, defende.

Fonte: Estadão

Vacina gera confusão em condomínio de SP

Moradores de um condomínio na Vila Sônia (zona oeste) se revoltaram na tarde desta sexta-feira (23) depois que uma enfermeira da UBS Jardim Jaqueline interrompeu a vacinação contra sarampo que estava sendo realizada no local e foi embora, pois não havia dose para todos.

Segundo moradores, a confusão começou depois que vizinhos descobriram que a vacinação estava sendo realizada em apenas uma das quatro torres do condomínio Solar de Amigos. O bloqueio estava sendo realizado porque há um caso suspeito de sarampo na torre São Marcos, e somente os moradores desta torre foram chamados.

A professora Lucia Helena Leonardo, 50 anos, disse que soube da vacinação no condomínio por uma vizinha e, como não havia sido comunicada da campanha, ligou na administração, que avisou que era somente para moradores da torre São Marcos. “Quando eu cheguei a confusão já estava formada. A mulher da UBS estava recolhendo as coisas dela para ir embora porque não tinha vacina pra todo mundo”, afirmou Lucia.

A professora disse que tentou argumentar sobre a necessidade de vacinar todos os moradores, uma vez que existem as áreas comuns do condomínio. Mas não adiantou.

“Se é para vacinar, tem que vacinar todo mundo e não uma só torre. A mulher acabou indo embora e eu fiquei sem vacina”, disse a professora.

Resposta

A Secretaria Municipal de Saúde, gestão Bruno Covas (PSDB), disse que realizou o vacinação em uma das torres do condomínio Solar de Amigos de acordo com o protocolo municipal de imunização. Segundo a pasta, a avaliação e conduta para ações de bloqueio diferem caso a caso considerando o histórico do paciente.

A secretaria lamentou que profissionais da saúde tenham sido submetidos a constrangimento.A administração do condomínio disse que não houve hostilidade por parte dos moradores e que vai solicitar a realização de nova campanha de vacinação.

Fonte: Folha de São Paulo