Defesa Civil interdita condomínio em Osasco por risco estrutural.

Órgão determinou saída imediata dos moradores. Condomínio alega que contratou empresa de engenharia, que não apontou risco iminente.

A Defesa Civil interditou, na noite desta terça-feira (11), um condomínio em Osasco, na Grande São Paulo, após avaliar problemas graves na estrutura do imóvel.

O órgão determinou a saída imediata dos moradores. Porém, como não há decisão judicial, as famílias podem assumir o risco de permanecer. Cerca de 120 famílias residem no local.

O condomínio está localizado na Rua Aquiles Beline, 460, no Jardim Padroeira.

São 130 imóveis de 48 metros quadrados. O condomínio foi entregue em setembro de 2017 pela construtora Caruso. Desde o começo deste ano, o estacionamento está cheio de rachaduras no teto, nas vigas e colunas.

A administração do condomínio contratou uma empresa para avaliar a situação. O engenheiro contratado pelo condomínio concluiu que “a estrutura encontra-se estável e sem riscos aparentes de colapso parcial ou total.

“No meio desses estudos eles começaram a observar que a gente estava tendo um problema no solo onde ele estava cedendo a partir dar ele foi mensurando com aparelhos e ele viu que o solo estava cedendo absurdamente”, explicou Viviane Josefa da Silva, conselheira do condomínio.

Todo o estacionamento foi interditado para veículos. Há cerca de um mês foram instaladas estruturas de ferro em todo os locais, justamente para escorar o teto e também as vigas.

Para a defesa civil, faltam documentos que atestam a segurança para os moradores.

“Eu não tenho para onde ir, uma vida inteira de trabalho, todas as minhas economias, garantias, empréstimos, tudo que a gente faz para almejar e alcançar o grande sonho da vida da gente que é ter a nossa casa, dar um lar para os nossos filhos, e hoje a gente está nessa situação”, relata Viviane.

A Prefeitura de Osasco disse que vai abrir um processo no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do estado de São Paulo para apurar as responsabilidades.

A administração municipal determinou a saída imediata das famílias, mas muitas das 120 que moram aqui preferem não sair.

“Eu estou gostando daqui, eu gosto daqui, eu não vou sair igual o povo tá falando de sair, ir embora, eu não vou sair, eu vou continuar, não tenho medo nenhum, eu vi a fundação, tudo certinho”, afirma a técnica de enfermagem, ruth manuel da silva,

“Pagamos, fizemos um rateio entre os moradores, e até agora não resolveu nada”, disse Milton, um dos moradores. “Quem tem para onde ir, pode e vai para algum lugar, mas e quem não tem?”, questionou ele.

Fonte: G1

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Justiça autoriza demolição do Edifício Saint Patrick’s II, em Fortaleza-CE

Após causar preocupação por parte dos moradores de construções vizinhas, a Justiça autorizou a demolição do Edifício Saint Patrick’s II, no Bairro Cocó, em Fortaleza. A decisão da juíza Francisca da Costa, da 11ª Vara Cível de Fortaleza, deverá ser cumprida no prazo de 30 dias a partir da data de intimação.

Os autores da ação, proprietários da edificação na Rua Andrade Furtado, terão de custear a demolição e a remoção dos entulhos. O processo tramitava desde 2015, dois anos após o prédio ter sido desocupado devido aos riscos estruturais.

“Como existia a divergência de dois condôminos, que não queriam que o edifício fosse demolido, os demais acionaram o Ministério Público do Ceará (MPCE), que manifestou-se favorável tendo em vista a insegurança coletiva que estava sendo gerada pela precariedade do prédio, e pela iminência de desmoronamento do mesmo”, explica Giovana Araújo, promotora de Justiça da área de Defesa da Habitação.

Risco de desabamento

Em novembro deste ano, o MPCE pediu vistas e, diante do risco de colapso e de dano coletivo, requereu por intervir, elaborando um parecer que foi acolhido pela juíza.

Mais cedo, no dia 29 de outubro, a Defesa Civil esteve no Saint Patrick’s II e constatou o risco iminente de desabamento, alertando que a situação do imóvel poderia ser de gravidade muito maior do que aparenta. O prédio de 13 andares foi construído há 40 anos, e abriga 20 apartamentos.

Giovana Araújo destaca, ainda, que o processo de demolição não será realizado à revelia. “É pedido à Prefeitura, e o Município vai autorizar a forma como pode ser realizada. Pode ser que tenha que se traçar uma poligonal para que sejam evacuadas algumas áreas, a fim de não comprometer os prédios vizinhos. Algo pode não sair dentro do esperado, e é preciso preservar as vidas ao redor. Mas tudo isso ainda vai ser apreciado pela Prefeitura”, detalha a promotora.

Fonte: G1

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Justiça suspende pintura de grafite gigante em condomínio tombado no Centro de São Paulo

O dono de um dos 15 prédios que fazem parte do projeto “Aquário Urbano”, que pretende se tornar o maior mural de grafite do mundo, entrou na Justiça para barrar a obra.

O edifício Renata Sampaio Ferreira, que fica na Major Sertório, no Centro de São Paulo, é tombado pelo patrimônio histórico municipal.

Na última quinta-feira (21.11.2019), a Justiça concedeu uma liminar paralisando a obra. Na sentença, a juíza Lúcia Campanhã afirma que, apesar da relevância do trabalho artístico, o edifício é tombado e os proprietários não concordam com a obra.

A magistrada determinou multa de R$ 50 mil por dia caso a determinação seja descumprida. Além disso, deu um prazo de dez dias para que o grafite seja apagado.

“[O projeto] tem por finalidade a instalação de uma obra de caráter público, que atende diversas demandas do Centro de São Paulo, que é um lugar que está extremamente abandonado. Com prédios que têm pinturas que não são restauradas há anos, como esse prédio que estava há mais de 5 anos sem pintura”, afirma Kleber Pagú, produtor cultural idealizador do projeto.

A ideia para a criação do “Aquário Urbano” com desenhos do artista Felipe Yung, o Flip, surgiu em 2017. À época, uma carta do então secretário municipal de Cultura, André Sturm, anunciava para os moradores dos prédios o apoio institucional da prefeitura para o projeto.

As pinturas começaram a sair do papel neste ano, e a previsão é de que a obra fique pronta até o carnaval de 2020.

Na semana passada, o administrador do edifício Renata Sampaio Ferreira registrou um boletim de ocorrência por crime ambiental com especificação de pichação após ver um guindaste usado pelos artistas estacionado no prédio vizinho.

No dia seguinte, a pintura recomeçou. O administrador do prédio então chamou a PM, que levou Pagú para a delegacia. Ele foi liberado depois de assinar um termo circunstanciado.

“Nós paramos a pintura em respeito à decisão judicial. Porém, o nosso desejo é continuar e concluir a pintura e é por isso que nós vamos lutar aqui”, diz o produtor, que vai recorrer da decisão.

De acordo com a diretora do departamento de Patrimônio Histórico da Prefeitura, Raquel Achenkman, o órgão não tem atribuição de fiscalização.

“A gente recebe denúncias e pede para a subprefeitura averiguar o caso. A gente vai abrir uma investigação, um processo para verificar o que de fato aconteceu e a possibilidade ou não da interferência desse grafite no bem tombado”, diz.

Fonte: G1

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Muro de condomínio desaba e derruba carro na Bahia

Parte de um muro do Condomínio Greenville, localizado no Imbuí, desabou com a força das chuvas na manhã desta terça-feira (26.11.2019). O chão também cedeu e um carro que estava no estacionamento do prédio acabou sendo derrubado e caiu no edifício vizinho. O fato aconteceu na Rua Casimiro Quiroga, por volta das 8h30. De acordo com a Defesa Civil de Salvador (Codesal), uma vistoria foi agendada para o local.

Moradora do prédio vizinho ao que desabou, a economista Sara Canário ainda estava deitada quando ouviu o estrondo. “Foi um barulho horrível, dei um pulo da cama e quando abri a janela, já vi desabado”, narra. Com a queda do muro, um carro e parte dos destroços caíram no Condomínio Edifício Villa di Capri, onde ela mora. Sara conta ainda que desceu para saber se haveria necessidade de evacuar os prédios e foi informada por um vizinho, que é engenheiro, que não havia risco para o condomínio onde vive.

Segundo ela, o vizinho também acionou a Defesa Civil de Salvador (Codesal)  para deixar os moradores mais tranquilos. “Tá todo mundo tirando a água do estacionamento interno, os moradores estão ajudando os funcionários do nosso prédio”, disse. 

Os dois condomínios eram divididos por um muro único, compartilhado, e a moradora conta que há outro veículo com risco de ser derrubado. No entanto, a proprietária do automóvel ainda não teve coragem de retirá-lo da área porque há riscos de um novo desabamento. A Empresa de Limpeza Urbana (Limpurb) informou que aguarda a vistoria da Codesal para realizar a retirada dos entulhos.

Com o transtorno vivido nesta manhã, Sara precisou cancelar sua festa de despedida do trabalho e decidiu remarcar. “Como a previsão era de a chuva continuar, a gente não quis arriscar. Eram quase 150 amigos e íamos almoçar juntos, mas vamos fazer outro dia”, contou.

Conforme a Codesal, a presença de nebulosidade e a ocorrência de chuva na capital baiana estão associadas a uma frente fria que avança pelo leste da Bahia. 

Ocorrências

A Defesa Civil de Salvador (Codesal) registrou até às 11h, desta terça-feira (26.11.2019), 128 ocorrências. Foram oito alagamentos de área, 42 alagamentos de imóveis, sete ameaças de desabamento, 13 ameaças de deslizamento, duas árvores caídas, três desabamentos de imóveis, sete deslizamentos de muro, quatro desabamentos parciais, 40 deslizamentos de terra, um destelhamento de imóvel, uma infiltração. Em caso de emergência, o telefone 199 deve ser acionado.


Fonte: Correio

Foto: Arisson Marinho/CORREIO

 

 

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Fachada de edifício desaba sobre carros e local é interditado em Fortaleza-CE

Parte da fachada de um prédio na Rua Lígia Monte, no Bairro Cocó, em Fortaleza, desabou e fez um buraco no subsolo do edifício, atingindo veículos que estavam estacionados no local. O Edifício Salinas foi interditado, e ninguém ficou ferido. Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar estão no local.

“O prédio já tem uma idade bem considerável e necessitava de manutenção. A gente observou que a fachada de um dos apartamentos veio a cair e veio a comprometer a parte do subsolo e atingiu dois veículos”, disse o coronel Marcos Gomes, do Corpo de Bombeiros.

Todos os moradores foram retirados do prédio. Segundo o coronel Gomes, pelo menos seis famílias moravam no edifício.

O local vai permanecer interditado para ser avaliado por técnicos da Defesa Civil de Fortaleza.

A queda da fachada ocorreu um mês após o desabamento do Edifício Andrea, também em Fortaleza, tragédia que matou nove pessoas. Sete pessoas foram resgatadas com vida sob os escombros da estrutura.

Fonte: G1

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Marquise de condomínio desaba nos Jardins e deixa um morto

Uma marquise de um prédio nos Jardins, Zona Oeste da cidade de São Paulo, desabou na noite desta quarta-feira (13.11.2019). Uma pessoa morreu.

Por volta das 19 horas, o Corpo de Bombeiros recebeu um chamado para atender a ocorrência da queda da estrutura de um prédio residencial na Rua Bela Cintra. Dois amigos foram atingidos pelo desmoronamento, segundo os bombeiros, sendo que Thiago Nery, de 17 anos, morreu. Ele não morava no edifício.

A outra vítima, João Tess Portugal, era morador do prédio, quebrou o tornozelo e sofreu escoriações. Ele foi levado ao Hospital Sírio-Libanês, onde vai ser submetido a exames. Os dois jovens eram alunos do último ano do Colégio Santa Cruz.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Marcos Santana, a marquise tinha infiltrações e sinais de manutenções antigas.

Fonte: G1

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Conheça os procedimentos e as precauções necessários para obras em condomínio

Obras e reformas em um condomínio não devem ser tratadas com descaso, uma vez que elas podem comprometer a segurança da edificação. A recente tragédia do desabamento do prédio em Fortaleza, possivelmente causada por obra estrutural no edifício, traz à tona a importância do assunto: o que pode ser feito para evitar tais desastres?

Para cuidar da segurança dos moradores e evitar danos graves – ou até mesmo irreparáveis – decorrentes de interferências estruturais não autorizadas em um edifício, foi editada a normativa NBR 16.280 da ABNT, cuja leitura é sempre recomendável, por ser breve e bastante objetiva.

Segundo essa normativa, o responsável pelo apartamento deve entregar ao síndico, antes do início das obras, o plano de reforma elaborado por profissional habilitado, bem como outras documentações que comprovem o atendimento às legislações vigentes, normalização e regulamentos para a realização de reformas.

Algumas das informações que devem estar contidas no plano de reforma, a título de exemplo, são: descrição dos procedimentos que serão realizados; ART ou RRT com indicação do profissional qualificado responsável (engenheiro ou arquiteto), bem como seus dados para contato; dados dos colaboradores envolvidos com a obra; e cronograma da obra.

Caso seja constatada qualquer alteração no escopo do serviço, deve ser interrompida a obra e renovada toda a documentação pertinente. Ao final das reformas, deve ser feito termo de encerramento.

Embora o profissional que apresentou ART ou RRT seja o efetivo responsável pela obra, vale lembrar que o síndico tem importante papel na sua fiscalização, pois pode solicitar vistoria por profissional de sua confiança, bem como embargar os trabalhos, apresentando a justificativa técnica legal.

Incumbe a ele verificar a documentação fornecida, fiscalizar a obra e arquivar tudo ao final. Se forem identificadas irregularidades, deve-se denunciar à prefeitura, ou até mesmo entrar na justiça por precaução, se for o caso. Em matéria de estrutura dos prédios, a postergação da tomada de providências pode ter consequências graves.

De nada adiantarão todas essas normas de segurança se elas não forem cumpridas. Por isso, é recomendável que os principais procedimentos sejam incluídos no regimento interno do condomínio e divulgados, para que os condôminos tenham um norte acessível a ser seguido quando houver alguma dúvida.

Também é recomendável inserir disposições no regimento sobre o horário em que serão permitidas as obras, as informações de segurança dos elevadores, o local em que se podem parar caminhões e caminhonetas, a responsabilidade pela limpeza de entulhos, bem como a autorização e o caminho de entrada e saída dos prestadores de serviço que carregarem insumos e ferramentas relacionadas à obra.

Em suma, é valioso o conhecimento dos procedimentos legais a serem adotados em obra ou reforma de apartamento em condomínios, pois é possível evitar muitos problemas. Um regimento interno bem elaborado pode dificultar a desobediência das normas e facilitar a tomada de providências em caso de descumprimento. Tudo deve ser feito com muita cautela visando à prevenção de riscos.

Diana Fernandes é advogada pela UFPR e pós-graduanda pela PUC/PR em Direito Corporativo. Sócia do Klein Portugal Advogados Associados

Fonte: Bem Paraná

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Jundiaí deve ganhar primeiro condomínio de empresas sustentável

Thera Park apresentou ao poder público de Jundiaí o projeto “verde” do condomínio empresarial.

Desenvolvimento econômico e sustentabilidade foram os principais temas da visita do prefeito Luiz Fernando Machado e integrantes da administração municipal ao Thera Park Jundiaí, no bairro Fazenda Grande, nesta sexta (18).

Em operação há sete anos na cidade, o condomínio de empresas tem como objetivo atuar em conjunto com as unidades de gestão para ser o primeiro condomínio sustentável da cidade, dentro de um projeto-piloto inédito.

A visita deu prosseguimento a uma agenda que teve início no último dia 3, durante o encontro semanal do prefeito com o setor produtivo.

Na ocasião, estiveram, no Paço Municipal, Carlos André de Moraes, sócio-proprietário, e Luiz Mariano Granja, gestor do Thera Park, que apresentaram ao prefeito o projeto “verde” do condomínio empresarial.

O prefeito destacou que Jundiaí tem inúmeros valores associados à sustentabilidade, e que as empresas só têm a ganhar investindo nessa ideia.

“O Thera Park foi pioneiro na implantação dessas ações na cidade, e isso ajuda não só o município, mas também a empresa: é um fator de competitividade cada vez mais valorizado por clientes e consumidores”, afirmou.

Luiz Fernando também ressaltou os índices que colaboraram para Jundiaí ter sido escolhida como a melhor do Brasil entre as cidades de médio porte no quesito custo-benefício para receber investimentos, em um ranking elaborado pelo grupo britânico Financial Times.

“O Município é nacionalmente conhecido por sua posição logística estratégica. Tem uma boa oferta de insumos como água e esgotos tratados, energia abundante, modais de transportes variados, infraestrutura social como serviços de saúde e educação de boa qualidade, além de mão de obra qualificada para atividades que exigem maiores especializações”, detalhou.

No encontro desta sexta, que reuniu os sócios-proprietários do Thera Park e empresas que utilizam os galpões, o gestor de Planejamento e Meio Ambiente, Sinésio Scarabello Filho, apresentou o projeto do IPTU Verde, ainda em discussão, que altera o código de obras para dar descontos no IPTU de empresas que adotem atitudes sustentáveis, como reciclagem de água e iluminação mais econômica.

Carlos André de Moraes, do Thera Park, ressaltou que o empreendimento já nasceu sustentável, mas que tem interesse em ser um projeto-piloto para outras iniciativas na cidade.

“Essa ideia existe no Thera Park desde seu projeto, em 2012, e estamos dispostos a atuar em parceria com a administração, porque isso só vem agregar valor ao negócio e à cidade”, afirmou. O Thera Park conta com 18 galpões para locação, utilizados principalmente por empresas de logística, totalizando 125 mil m2 de área construída, e conta com o selo Aqua – a primeira norma brasileira de certificação de construções sustentáveis.

Representando a L’Occitane, Rogério Alcantara, da área de supply chain, parabenizou a iniciativa. “Para nós da L’Occitane, a sustentabilidade é indispensável à continuidade do negócio. Desde já queremos registrar nosso apoio à iniciativa da Prefeitura”, afirmou.

Já Samuel Amorim Junior, da ID Logistics – empresa que aluga seis galpões no Thera Park – considerou muito proveitosa a reunião. “Não tinha ideia do potencial de Jundiaí”, disse.

Também estiveram presentes ao encontro o gestor de Governo e Finanças (UGGF), José Antonio Parimoschi, o de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (UGDECT), Messias Mercadante, e o gestor da Casa Civil (UGCC) ; a diretora do Fundo Social de Solidariedade, Francine Picardi, e diretores da UGGF e UGDECT.

Fonte: Tribuna de Jundiaí.

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Edifício Andrea desaba em Fortaleza-CE e deixa vítima

Treze horas após o desabamento do Edifício Andrea, uma pessoa foi retirada dos escombros morta na noite desta terça-feira (15), no Dionísio Torres. A informação foi confirmada, no local, pelo Coronel Luís Eduardo Soares de Holanda, comandante do Corpo de Bombeiros, por volta das 23h56 desta terça-feira (15). 

 

A vítima foi identificada como Frederick Santana dos Santos, de 30 anos. “Ele não estava no prédio, estava trabalhando no mercadinho ao lado, que foi já um efeito colateral do desabamento do prédio que acabou atingindo a esse mercadinho. Ele é a nossa primeira vítima confirmada”, disse o coronel Holanda. 

 

Corpo de Bombeiros dá números oficiais da tragédia no Edifício Andrea:

1 morte;
8 seguem desaparecidos no escombros; e;
9 resgatados com vida. 

 

De acordo com informações do local, o homem retirado é o que estava descarregando o caminhão de água no mercantil vizinho ao prédio, quando houve o desabamento. Ele foi atingido e teve partes do corpo imprensado nos escombros. 

 

No momento do resgate, o Corpo de Bombeiros pediu silêncio às pessoas que estavam na região, para tentar escutar possíveis pedido de ajuda.

 

AMIGO ESPERAVA RESGATE

 

O outro entregador que descarregava o mesmo caminhão conseguiu correr a tempo e sobreviveu. Antônio Gomes Marcelino, 34 anos, disse, de manhã, que esperava que conseguissem retirar o amigo. “Ele não conseguiu sair. Traga notícias dele. Eu nasci de novo. Eu corri, estava em baixo, no comércio de frente”, disse Antonio.

 

Em nota, a Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) informou que a família da vítima já foi comunicada e que recebe acompanhamento psicológico e social. “Até o momento, nove pessoas foram resgatadas com vida dos escombros. Outras oito pessoas foram reportadas às autoridades como presentes no local durante o desabamento e seguem como desaparecidas. O trabalho de buscas continua 24 horas”, informa ainda a nota. 

 

PRIMEIRA VÍTIMA

 

Esta é a primeira vítima da tragédia que aconteceu no cruzamento das ruas Tibúrcio Cavalcante com Tomás Acioli. De manhã, os Bombeiros informaram que uma pessoa tinha morrido, mas a informação foi corrigida no início na noite de hoje, tanto pelos Bombeiros, como pelo governador Camilo Santana. Frederick, portanto, é a primeira vítima do desabamento do Edifício Andrea. 

 

Prefeitura de Fortaleza diz que prédio foi construído de maneira irregular

 

Não há registros oficiais do prédio, de acordo com a administração municipal. Até 1995, havia uma casa no terreno.

 

Segundo a prefeitura, até 1995 havia uma casa no lugar do Edifício Andrea, na Rua Tibúrcio Cavalcante. O primeiro imóvel foi erguido na década de 1970.

 

A administração municipal informou ainda que a construção irregular dos sete pavimentos é o motivo pelo qual não há registros oficiais do prédio.

 

Construção sem engenheiro responsável

 

Emanuel Maia Mota, presidente do Conselho Regional de Engenharia do Ceará (Crea-CE) afirmou, em uma entrevista coletiva, que também não tem registro ou nome de um engenheiro responsável pela construção do Edifício Andrea.

 

“Aqui no Crea a gente está constituindo uma comissão que vai levantar informações acerca da responsabilidade, dos profissionais que estavam ali na nuvem, digamos assim, de serviços a serem executados, e vamos repassar isso para a Defesa Civil, para a perícia, enfim”, afirmou ele.

 

“Em havendo algum tipo de culpabilidade, pode se ter até a suspensão do registro deste profissional e a questão de causas, os motivos, porque caiu, porque aconteceu isso, é responsabilidade da perícia forense fazer todas estas investigações e analises.” –Emanuel Maia Mota, presidente do Crea-CE

 

O Crea não quis comentar a imagem divulgada pelos vizinhos, que já temiam uma tragédia: na garagem do prédio, um vídeo feito na segunda-feira (14) mostra que as colunas de sustentação tinham as vigas à mostra. E uma delas estava coberta por um plástico.

 

Mota afirmou que foi registrada, nesta segunda-feira (14), uma Anotação de Responsabilidade Técnica informando uma reforma de recuperação de construções e pintura no Edifício Andrea, orçada em R$ 22.200. O documento é exigido sempre que condomínios ou donos de casas vão fazer uma obra no imóvel.

 

Fonte: Diário do Nordeste / G1
 

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Sem restauro, Edifício Copan tem problemas estruturais e descaracterização

Condomínio sofre com mazelas que vão de danos na armadura de sustentação a fungos, infiltração, fissuras e queda de revestimento

 

Há mais de 50 anos as curvas do edifício Copan se destacam na paisagem da Avenida Ipiranga, no centro da capital paulista. A fachada sinuosa segue inspirando camisetas, canetas e logomarcas como símbolo de São Paulo, embora sofra com problemas estruturais que vão de danos na armadura de sustentação a fungos, infiltração, fissuras e queda de revestimento, entre outros. Relatórios a que a reportagem teve acesso apontam que o edifício projetado por Oscar Niemeyer, precisa de obras emergenciais para garantir a segurança dos frequentadores e moradores.

 

A situação começou a chamar a atenção após uma pastilha da fachada cair e atingir um cachorro em 2009, o que originou um pedido de intervenção, que hoje acumula centenas de páginas, divididas em apostilas e mais duas caixas com materiais anexos. O pedido se referia especialmente à colocação de uma tela, que envolve o imóvel há sete anos, mas perdura principalmente pela falta de apresentação de um projeto de restauro completo.

 

Em 2015, o condomínio começou a retirada das pastilhas, obra que foi embargada pela Prefeitura. Com isso, as duas empenas ficaram expostas. Após 11 anos de processo, órgãos de patrimônio determinaram na última segunda-feira, 30, que um plano de ação seja apresentado por representantes do Copan até o fim deste mês. O síndico promete que as obras começarão em breve.

 

Degradação

 

Relatórios sobre as condições do Copan foram contratados e apresentados aos órgãos municipais de preservação por uma empresa de engenharia, em 2013, e neste ano pela arquiteta Valéria Bonfim. Eles apontam os mesmos problemas, embora a degradação tenha aumentado. Um dos pontos destacados é o das deficiências nas juntas de dilatação que unem a estrutura e que, quando se movimentam, desprendem parte da argamassa.

 

O mapa de danos feito por Valéria aponta “manifestações patológicas que se espalham em um avançado estágio de degradação física” e descreve 12 problemas: descolamento das pastilhas, queda do revestimento, lacuna no revestimento, fissuras, infiltração, corrosão dos elementos metálicos, sujidade, crosta negra (acúmulo de sujeira após sofrer reações químicas), colonização biológica e adição de elementos intrusivos (descaracterização).

 

O relatório explica que falhas nos rejuntes permitem a entrada de água, causando a perda da aderência das pastilhas, que caem. Ao mesmo tempo, a infiltração se espalha por baixo do revestimento, causando fissuras e permitindo a entrada de elementos agressores, que também aceleram a corrosão.

 

Por fim, essa situação começa a causar a expansão da armadura metálica, que acaba expulsando o concreto e ficando exposta, “tal como uma fratura, que, se não cuidada, continuará perdendo seção até que não tenha mais função estrutural”. “Logo, se as causas das manifestações patológicas não forem sanadas, o edifício poderá correr risco estrutural, comprometendo a segurança dos usuários e a memória do patrimônio”, diz o relatório da arquiteta.

 

Para Valéria, que estudou o Copan em sua tese de mestrado e depois foi chamada para intermediar a situação do condomínio junto ao Município, a degradação se deve ao envelhecimento dos materiais e à falta de manutenção. Ela pontua que, durante décadas, persistiu a ideia de que a arquitetura moderna era “indestrutível”. “Se não se tomarem ações corretas, a gente vai perder esse patrimônio.”

 

Pastilhas

 

Para ela, a indicação de retirar todas as pastilhas da fachada foi inadequada, pois parte ainda estava com boa fixação. “O Copan está na UTI, estamos tentando fazer com que sobreviva. Acho que vamos conseguir”, diz. “Mas a questão é que tudo está deixando de ser um problema estético e passando a ser um problema estrutural, que pode levar ao colapso.”

 

Dentre as intervenções necessárias, Valéria considera a mais urgente a recuperação das empenas. “O problema de infiltração já chegou nos apartamentos”, comenta. “Se isso não for tratado logo vai começar a causar sérios problemas estruturais. Ali, está só no cimento, não tem pastilha.”

 

A segunda prioridade seria tratar a armadura. “Tem algumas que não existem mais, é como se tivesse morrido, virou só uma pilha de ferrugem.” Por isso, é preciso identificar se é necessário utilizar outras barras de aço e recompor o concreto.

 

O processo ao qual a reportagem teve acesso contém ofícios, atas fotografias e levantamentos técnicos. O arquivo traz o que o condomínio defendeu por anos como solução: a troca das pastilhas originais por outras de vidro chinesa brilhosas, que são mais baratas. As peças foram vetadas pelos órgãos de patrimônio, que pedem versões de cerâmica fosca e lisa, mais próximas das originais, de porcelana, cuja fabricante ainda está em funcionamento.

 

Além da falta de manutenção, intervenções nas fachadas dos apartamentos, especialmente os dos fundos, têm trocado cobogós, caixilhos (onde ficam as janelas) e outros elementos característicos do projeto de Niemeyer por tijolos, concreto e até vidros de cores variadas. Há casos em que as áreas de serviço praticamente viraram varandas gourmet, embora o prédio seja tombado na esfera municipal. A descaracterização praticada por proprietários é apontada por órgãos de patrimônio há pelo menos três anos e alvo de uma denúncia protocolada na Prefeitura em fevereiro.

 

Sobre as descaracterizações, Valéria diz que não há registros de quando começaram. A arquiteta comenta que as alterações estão associadas às mudanças nas formas de moradia nas últimas décadas em que áreas de serviço grandes não são mais tão necessárias. “Começaram a dar novos usos, analisaram do ponto de vista interno e esqueceram que estão dentro de um patrimônio tombado.”

 

Com uma reunião condominial por ano, os moradores têm poucas informações sobre a situação. Também não há a orientação sobre quais intervenções podem ser feitas na área externa dos apartamentos. “A questão da tela, eu gostaria que tivesse sem, mas não é uma coisa que me incomoda muito no dia a dia. O Copan merece uma restauração, porque é um prédio icônico da cidade”, diz Milena Gomes, 41 anos, que mora e tem comércio no edifício. “Acho que tem certa demora, um descaso, mas já ouvi falar também que tem muitos conflitos.”

 

Também morador, o artista Mateus Capelo, de 35 anos, foi à penúltima reunião do conselho municipal de patrimônio para “poder exigir soluções” e acredita que o diálogo entre as partes “melhorou”. “Há muitas histórias em torno da reforma, muita nebulosidade.”

 

Síndico diz que restauro começará ‘em breve’

 

Síndico do Copan desde 1993, Affonso Celso Prazeres de Oliveira, de 80 anos, garante que atenderá o plano de ação requerido pelos órgãos de patrimônio ainda neste mês. A seleção do responsável por elaborar o projeto será feita com o auxílio de dois arquitetos. “Assim que apresentar o projeto e ele for aprovado, vamos começar imediatamente (a obra).”

 

À reportagem, ele declarou que os conflitos com os órgãos de patrimônio estão “superados” e que a nova proposta vai abranger todas as fachadas e terá pastilhas de cerâmica. Disse, ainda, que sempre “atendeu a tudo o que havia sido solicitado”.

 

O síndico afirma ter parte do orçamento necessário para o restauro, embora não revele o valor. E diz que planeja ir atrás de apoio privado. “Temos recurso razoável, dá para iniciar. Acredito que, ao longo do processo, vão surgir interessados”, comenta. O valor não abarcaria as fachadas descaracterizadas, que, segundo Affonso, terão a recuperação feita pelos proprietários, que já foram notificados pela conduta.

 

Seu Affonso, como é chamado, garante que o Copan é seguro e que um produto químico aplicado em 2016 atenua a degradação. Ele concorda com o tombamento no edifício, embora diga que isso “pesa muito” sobre o condomínio e que o custo é o “maior problema”.

 

O professor aposentado de Arquitetura da USP José Eduardo de Assis Lefévre acompanhou parte do processo quando foi presidente do Conpresp, função que deixou em 2013. Ele considera que o papel do poder público nessa situação é de negociação, pois uma eventual multa poderia atrasar ainda mais o início das obras de recuperação.

 

“É um prédio muito importante para a história da arquitetura brasileira, da arquitetura moderna, uma marca quase registrada de São Paulo e da carreira do Niemeyer. Tem uma importância muito grande na paisagem, não fica escondido no meio de outros.”

 

Lefévre lembra que o Copan passou por um processo de desvalorização nos anos 1970 e 80, fenômeno que atingiu a maioria dos edifícios da região central após ela deixar de ser o principal eixo financeiro de São Paulo. “O síndico teve uma atuação positiva no sentido de recuperação, mas, nesse caso do restauro, teve uma atuação lastimável. Um prédio dessa importância tem de atender às demandas dos órgãos de preservação”, afirma.

 

Em nota, a Prefeitura disse que aguarda a apresentação do projeto completo de restauro para “análise em atendimento às diretrizes estabelecidas pelo Conpresp”. O texto cita o prazo de 30 dias para o plano de ação e lembra que, embora aberto em 2011 o processo recebeu documentação com prospecção, identificação de patologias e “alguma solução para os problemas apontados nos laudos” apenas neste ano. “Ainda assim, este documento não considerava a fachada posterior e não seguia os procedimentos necessários para aprovação.”

 

Fonte: Veja SP