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MERCADO IMOBILIÁRIO: Da recuperação ao crescimento

O mercado da construção civil voltou a apresentar resultados positivos, deixando para trás um ciclo de queda de quatro anos. Prova desse bom momento do setor são os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referentes ao terceiro trimestre de 2019. Conforme o Instituto, o PIB do setor teve alta de 1,3%, em relação o segundo trimestre do ano, o que incrementou o crescimento do PIB nacional para 0,6%. O resultado positivo fez com que o IBGE revisasse o PIB da construção referente ao segundo trimestre de 2019, que passou 2,4%, 5 vezes superior ao PIB geral do Brasil (0,47%).

Para o engenheiro Rafael Roriz, gerente de desenvolvimento imobiliário do Grupo Toctao, um dos principais motivadores dessa melhora é sem dúvida a atual política de juros adotada no País. Segundo ele, com uma taxa selic a 4,5%, a mais baixa da história, um grande efeito deste cenário é o barateamento do financiamento imobiliário para o consumidor final e para as próprias empresas na hora de executar seus projetos.

“A queda dos juros melhorou a oferta de crédito e a aprovação das reformas estruturantes está trazendo de volta os investimentos, o emprego e a confiança do consumidor”, avalia. Depois do resultado positivo de, até novembro de 2019, ter comercializado cerca de 650 lotes nos condomínios horizontais e cerca de 500 unidades habitacionais nos empreendimentos populares lançados, para 2020, o Grupo está com a previsão de lançamentos de dois empreendimentos verticais, ambos em Goiás; sete condomínios horizontais nos estados de Goiás, Minas Gerais, Paraná e São Paulo e mais quatro projetos do Minha Casa Minha Vida em Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O retorno dos  investidores

A taxa de juros mais baixa repercutiram também nas aplicações atreladas à Selic, como os títulos CDB e CDI, que deixaram de ser atraentes. Com isso, diz Fernando Fonseca, diretor da ABL Prime, empresa que trabalha com desenvolvimento e gerenciamento de projetos urbanísticos e imobiliários por todo o Brasil, os compradores investidores estão de volta ao mercado imobiliário. “O juro real no Brasil nunca esteve tão pequeno e isso, sem dúvida, vai promover uma migração dos investidores para imóveis e fundo de investimentos lastreados em produtos imobiliários. Percebemos esse movimento já em 2019, e a tendência é de que isso aumente em 2020”, avalia ele.

Para o empresário Cleberson Marques, diretor da Atmo Desenvolvimento Imobiliário, sócio da ABL Prime no desenvolvimento do Gran Life em Anápolis, outro importante aspecto tem contribuído para volta dos investidores ao mercado imobiliário é a mudança na forma de composição dos financiamentos imobiliários no Brasil, que deixou de balizar as negociações pela Taxa Referencial (TR) para permitir o uso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Essa mudança atraiu o olhar do mercado financeiro, especialmente dos fundos imobiliários, pois é uma regra já utilizada pelos bancos, inclusive internacionais”, explica.

Descolando

“Sim, estamos descolando dos efeitos negativos de uma aparente crise política que insiste em não findar e 2020 será um ano em que iremos decolar novamente para um crescimento incrível”, essa é a avaliação otimista do especialista imobiliário e diretor da URBS Imobiliária, Ricardo Teixeira. E ele ainda completa:  “Percebemos que muitas empresas voltaram a lançar, em diversos segmentos, inclusive no nicho comercial, o que é um forte indicativo do aumento da atividade econômica no País”, destaca.

Ainda segundo ele, a atual política de juros mantidos nos patamares mais baixos da história tem como um dos seus principais efeitos a inclusão de mais famílias no mercado, que passam ter capacidade de financiamento. “Quem antes não tinha condições de encarar um financiamento devido às altas taxas, agora tem”, diz.

Duas mil unidades

Com a retomada da economia e a queda histórica dos juros no País, muitas empresas do setor da construção já estão tirando da gaveta muitos projetos que estavam aguardando apenas um melhor momento para lançamento. É o caso da Tapajós Engenharia, que ao completar 30 anos quer atingir uma meta ousada em 2020 de duas mil unidades lançadas, só em Goiânia.

O fundador da empresa, o arquiteto Vicente Pessoa, lembra que em três décadas atravessou vários momentos de economia instável e que a crise de 2014, felizmente começa a dar sinais de que está passando. “Com tanta instabilidade financeira chegar ao marco de três décadas é muito gratificante. Vale a pena olhar para o passado e ver que as nossas decisões e atitudes enquanto empresa foram acertadas”, diz o empresário.

Empregos

 A retomada do setor da construção é especialmente comemorada pelos economistas porque o segmento é um forte gerador de empregos no País. Com a melhora do cenário econômico, empresas retomam projetos que estavam suspensos e até ampliam seus planos para 2020. O diretor técnico da Queiroz Silveira Incorporadora, Rogério Queiroz, garante que empresa irá contratar mais.

A construtora, com 20 anos de mercado, irá iniciar no primeiro trimestre as obras do Marista Prime Residence, localizado em um dos setores mais nobres de Goiânia. A incorporadora ainda retomará, em meados de 2020, as obras do Golden Shopping, na Vila Pedroso e o residencial Sonho Dourado, na região leste de Goiânia. Com essas três novas construções previstas para andamento neste ano a geração de empregos também irá aumentar. “Atualmente temos cerca de 500 colaboradores e a nossa expectativa é que isso aumente em 15%”, conta Rogério Queiroz.

Fonte: Jornal Hora Extra

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Cinco construtoras devem entrar na Bolsa e movimentar R$ 5 bilhões

Ao menos cinco construtoras residenciais estão com ofertas iniciais de ações engatilhadas para este ano, que devem somar cerca de R$ 5 bilhões. As ofertas subsequentes do setor (quando uma empresa que já tem capital aberto faz novas emissões) também fizeram fila no ano passado e devem seguir aquecidas em 2020. As companhias buscam musculatura para prepararem seus lançamentos.

De acordo com um levantamento feito pela Economática a pedido do Estado, o setor de construção foi o que teve maior retorno (105,8%) em 2019 na Bolsa. Os papéis superaram em rendimentos os subsetores definidos pela Anbima como petróleo e gás (66%), energia elétrica (51%), comércio (40,5%) e intermediários financeiros (20%). Os especialistas alertam, porém, que muitas das ações de construção podem já ter atingido seu preço de equilíbrio.

Em 2019, os números do setor foram notáveis. Com 81.218 unidades lançadas até outubro, o volume de novos imóveis foi 6,8% superior ao registrado no mesmo período de 2018. Além disso, as vendas de novas unidades cresceram 9,8% em comparação com o ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). De acordo com o Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, só em outubro foi registrada a venda de 3.467 unidades residenciais novas, resultado 23,2% maior que as vendas de outubro de 2018 no Estado de São Paulo.

Em ano de retomada, as empresas de construção já listadas na Bolsa captaram um total de R$ 5,5 bilhões por meio de oferta subsequente de ações. Foram os casos de Tecnisa, Trisul, Eztec, Helbor e Gafisa, entre outras, que usaram esse dinheiro para pagar dívidas e aplicar em novos empreendimentos. Em 2018, o retorno das ações de construção foi de apenas 4,53%. E, em anos anteriores, como 2014 e 2015, os papéis chegaram a se desvalorizar 34%.

Isso indica que a alta de mais de 105% de 2019 também pode ser explicada pelo patamar de preço relativamente baixo em que o setor se encontrava. O levantamento da Economática, que comparou a valorização dos setores da Bolsa, considerou papéis com volume médio diário superior a R$ 1 milhão por dia em 2019 e presença nos pregões acima de 90% com quatro ou mais representantes.

Na onda positiva para o mercado imobiliário – puxada principalmente pelos juros mais baixos que facilitam financiamentos –, as construtoras Moura Dubeux e Mitre já pediram registro para realizarem oferta de ações na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Outras três – Kallas, Cury e You,Inc – estão com sindicatos de bancos contratados para coordenar os processos esperados para o segundo semestre. A última vez que uma construtora estreou na Bolsa foi em 2009, quando a Direcional abriu capital.

Perspectiva

O coordenador do laboratório de finanças do Insper, Michel Viriato, diz que, apesar do cenário otimista, não se deve esperar uma valorização histórica dos ativos em 2020. “Não vamos ver, provavelmente, uma explosão como houve em 2013. Estamos em outro momento de crescimento econômico.” Ele comenta ainda que, com os retornos observados no último ano, há empresas que já atingiram seu potencial. “Não estou dizendo que já passou a hora de investir nesse setor, mas muita coisa já atingiu seu preço. É preciso tomar muito cuidado com setores badalados, porque eles podem já estar refletindo as expectativas”, diz.

“Os novos IPOs acontecem agora porque antes disso ninguém estava interessado em comprar papéis de construção. O mercado estava muito ruim”, explica o professor de finanças da FEA-USP Keyler Rocha. Em sua visão, em tempos de juros baixos há espaço para a continuidade do crescimento do setor, já que ele é dependente de financiamentos. Ele pondera, porém, que ganhos passados não garantem lucros futuros.

O número de estreantes na Bolsa pode ainda engrossar. Outras construtoras, além das citadas, cogitam tomar o mesmo caminho. Companhias de outras regiões, para além do Sul e Sudeste, também estudam se capitalizar via oferta de ações, tal como a pernambucana Moura Dubeux. “Temos a possibilidade neste ano de mais follow on e algumas ofertas iniciais”, diz o sócio da área de mercado de capitais do escritório Mattos Filho, Jean Marcel Arakawa. Segundo ele, empresas do setor sinalizaram intenção de ir a mercado.

Nessas estreias, o investidor pode se perder. Viriato, do Insper, afirma que escolher entre os IPOs e as empresas que já têm capital aberto não é tarefa fácil nem mesmo para especialistas. “Para quem está começando no mercado é sempre melhor acessar esses ativos por meio de fundos”, diz.

Outra questão a ser considerada pelo investidor é que o capital arrecadado pode causar corrida por terrenos e aumento rápido nos preços, comprometendo a rentabilidade das construtoras e frustrando os acionistas. “O superaquecimento começa a ser uma preocupação. As empresas se capitalizaram e saíram comprando terrenos”, afirmou Gustavo Cambaúva, analista de construção do BTG Pactual. “Isso ainda é uma situação muito concentrada nos bairros nobres de São Paulo, mas é natural imaginar que vai chegar aos outros bairros em breve.”

Fonte: Estadão

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Nova lei de acessibilidade entra em vigor em janeiro/2020

A partir de 1º de janeiro de 2020, começou a valer um conjunto de regras claras sobre acessibilidade para as estruturas de áreas externas e internas, comuns e privativas, de edifícios comerciais e residenciais.

O Decreto 9.451 incrementa a lei de 2015, que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência.

“Algumas construtoras já fazem uma proposta de planta adaptada, que fica disponível no estande de vendas e, quando alguém fala que existe essa demanda, eles apresentam a planta mais eficiente. Mas nem sempre tem a mesma qualidade do produto disponibilizado para os outros públicos”, conta a arquiteta e urbanista Elisa Prado.

Desde o ano 2000, a Constituição exige a desobstrução de barreiras em espaços de uso coletivo, em vias, prédios e meios de transporte, bem como alternativas aos entraves de qualquer natureza a pessoas com deficiência física, mental, intelectual ou sensorial e também a seus acompanhantes.

Ainda que as construtoras tenham aderido às exigências em relação ao acesso das áreas comuns, equívocos e falta de planejamento universalizado ainda são desafios para que pessoas com mobilidade reduzida transitem e usufruam dos espaços.
 
Pilares, shafts e outros elementos estruturantes de um edifício impedem que se criem recuos de giro para cadeirantes, por exemplo. Portas estreitas e cômodos reduzidos impossibilitam não apenas o acesso, mas também a adaptação do espaço.
 
“A partir de agora, a pessoa com deficiência deve poder comprar qualquer apartamento em qualquer posição da planta, em qualquer andar, e ter a mesma qualidade. Se a obra não estiver iniciada, a pessoa pode solicitar e a construtora tem que entregar o espaço já com adaptações”, acrescenta Elisa Prado.

Pontos da legislação

Além de corrigir desníveis no piso, apresentando soluções para degraus, como rampas ou plataformas de elevação, banheiros coletivos largos e com barras de apoio, passagem alternativa às catracas e sinalização tátil (braile e relevo para elevadores), a lei passa a regulamentar as exigências para adaptabilidade de interiores, incluídos terraços e varandas, seguindo as diretrizes da Norma Brasileira descrita pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR 9050/ABNT).

Barras de apoio

O banheiro deve contar com barras de apoio nas laterais da bacia sanitária, boxe do chuveiro, banheira ou vestiário, mas as barras também podem ser úteis nas laterais de pias ou no quarto, ao lado da cama.

Altura

É possível solicitar à construtora instalações com altura personalizada para interruptores de luz, tomadas elétricas e termostatos, pias, maçanetas, campainha e interfone, fundamentais ao uso de pessoas com nanismo, por exemplo. Sinalizações Nos elevadores, braile e relevo são essenciais. Mas alarmes sonoros também podem ser úteis, bem como piso podotátil, para guiar deficientes visuais ao longo de passagens ou orientá-los até a saída do ambiente.

Corredores

Os corredores devem ser dimensionados de acordo com o fluxo de pessoas, assegurando uma faixa livre de barreiras ou obstáculos. Para corredores de uso comum com extensão de até 4 metros, a largura mínima é de 90 centímetros. Já para corredores de uso público, a largura mínima é de 1,50 metro.

Portas

A norma estipula que as portas tenham pelo menos 80 centímetros de largura, mais 60 na lateral do batente e ao lado da maçaneta. Além disso, é necessário um espaço de transposição com um círculo de 1,50 metro de diâmetro para permitir a aproximação de uma pessoa em cadeira de rodas.

Janelas

A altura das janelas deve considerar os limites de alcance visual, exceto em locais onde devam prevalecer a segurança e a privacidade. Cada módulo de janela deve poder ser operado com um único movimento, utilizando apenas uma das mãos.
Fonte: Estadão
 

 

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Preços dos imóveis ficam estáveis em 2019, após 2 anos de queda

O preço médio de venda dos imóveis residenciais anunciados em 50 cidades brasileiras ficou estável em 2019, após dois anos seguidos de queda nominal (sem considerar a inflação), mostram dados do Índice FipeZap divulgados nesta terça-feira (7).

Ao descontar a inflação esperada para o ano passado (IPCA acumulado de 4,13%, segundo o Boletim Focus), o preço médio dos imóveis registra queda de 3,97% em 2019, marcando, assim, o quinto ano consecutivo de desvalorização em termos reais.

Em dezembro, os preços também ficaram estáveis com relação a novembro, segundo a pesquisa.

Destaques nas capitais

Considerando somente 16 capitais monitoradas, as maiores altas nominais no preço médio dos imóveis foram verificadas em Manaus (+3,61%), Vitória (+3,57%) e Florianópolis (+3,31%).

Já as maiores quedas ocorreram em Fortaleza (-8,07%), João Pessoa (-4,46%) e Curitiba (-2,66%).

Dentre as cidades de maior peso no cálculo do Índice FipeZap, São Paulo apresentou uma alta acumulada de 2,26% em 2019, enquanto o comportamento dos preços no Rio de Janeiro foi de queda (-2,25%).

Valor médio por cidade

Em dezembro, o valor médio de venda de imóveis nas 50 cidades monitoradas alcançou R$ 7.235 por metro quadrado. O Rio de Janeiro se manteve como a cidade brasileira com o metro quadrado mais caro do país, a R$ 9.331, seguida por São Paulo (R$ 9.015), Balneário Camboriú (R$ 7.359) e Brasília (R$ 7.346).

Já entre as cidades com o menor preço médio por metro quadrado estão Betim – MG (R$ 2.974), São José dos Pinhais – PR (R$ 3.429), Contagem – MG (R$ 3.729) e Pelotas – RS (R$ 3.848).

Fonte: G1

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Tendência mundial, condomínios de madeira começam a ser erguidos em São Paulo

SÃO PAULO – Detrás de tapumes, um guindaste constrói um edifício na Avenida Faria Lima, zona oeste de São Paulo. O que se pressupõe nesse cenário é mais um exemplar para a “floresta de concreto e aço” da região, mas não é o caso: a obra é de um prédio que tem a madeira como uma das matérias- primas principais.

De uso comercial e três pavimentos, o espaço segue uma tendência internacional que chega aos poucos ao Brasil, a dos prédios de madeira. Para 2021 está prevista a entrega do primeiro no País, o Floresta Urbana, com 13 pavimentos, na Vila Madalena, também na zona oeste.

Com a confecção de placas mais resistentes, a madeira voltou a ser opção para construções de maior porte. E também pela busca de alternativas de menor impacto ambiental: menos poluente que o cimento e usando material certificado no Brasil, proveniente de pinus.

Projetos no exterior já preveem a construção de edifícios de mais de 80 andares. O cenário inclui Austrália, Europa, América do Norte e Japão, com edifícios, prédios universitários, estádios (como o da Olimpíada de Tóquio) e até museus de madeira, parte deles assinados por arquitetos renomados. Tudo isso aliado a mudanças legislativas para incentivo ao uso do material.

Esse tipo de projeto envolve a “madeira engenheirada”, que consiste em diferentes técnicas industriais de junção de várias camadas (como a colagem) em uma placa única de madeira, que recebe a adição de

químicos de controle de umidade e afins. O resultado é uma chapa pré-fabricada personalizada nas medidas encomendadas para ser “encaixada” na obra, o que acelera a construção.

Em São Paulo, os projetos cabem à Amata, empresa da exploração e comércio de madeira que passou a investir na construção. “Não é incomum que, quando se fala de madeira, se visualize uma cabana, uma choupana, uma coisa meio artesanal, meio rústica. Mas a madeira virou um produto de alta tecnologia”, diz Ana Bastos, CEO da Amata.

A tendência envolve tanto o uso exclusivo quanto a construção de imóveis híbridos com tijolo, argamassa e outras matérias-primas. “É um material leve, que permite furos, cortes, ajustes na obra”, comenta Ana Belizário, gerente de projeto da empresa.

Outro ponto que costuma ser destacado é a experiência sensorial do morador ou frequentador. “Esse espaço tem outro som, outra acústica, outro cheiro, prazeres que a madeira pode trazer”, aponta Carol Bueno, uma das sócias do escritório franco-brasileiro Triptyque, que projetou o Floresta Urbana.

Embora a experiência seja pioneira no País, o escritório realiza projetos com madeira na Europa há quase dez anos. Carol ressalta que as iniciativas brasileiras deixam a madeira em evidência por uma escolha mais estética, pois ela pode ser revestida com outras matérias-primas e ficar “invisível”.

Há espaço ainda em construções mais populares, no caso da Tecverde, que já construiu prédios para o programa Minha Casa Minha Vida com wood frame, técnica de encaixe de painéis aplicada em construções de até quatro andares. “Atende às normas de prédio de alvenaria”, afirma o CEO, Caio Bonatto, que diz ter reduzido 85% de resíduos em obras e economizado 90% de recursos hídricos.

Madeira é vista como alternativa mais sustentável

A madeira é vista como uma alternativa de menor impacto ambiental para a construção civil por ser renovável e estar em uma cadeia produtiva de absorção de dióxido de carbono (pelas árvores). O poluente, relacionado às mudanças climáticas, tem a indústria do cimento como um de seus maiores emissores. Além disso, o concreto também depende da extração de areia.

Segundo Ligia Ferrari Torella di Romagnano, pesquisadora do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a maior parte da madeira engenheirada no País é proveniente de pinus, árvores que têm um crescimento considerado rápido, com corte por volta dos 20 anos, e apropriadas para receber tratamento com cola e aditivos químicos. “Com o clima, cresce muito mais rápido aqui. O Brasil tem um potencial de produção muito grande.”

Para garantir que o material não é de desmatamento ilegal, são emitidas certificações de origem. O cultivo de pinus requer o monitoramento de áreas próximas, pois as sementes da árvore se espalham pelo vento e se desenvolvem facilmente sem a intervenção humana, diz a professora Luciana Duque Silva, do Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior da Agricultura da USP.

Ela reitera que, se cultivado corretamente, o pinus não causa erosão. “Só em situações muito particulares.” Outro ponto envolvendo a madeira engenheirada e afins é o da segurança. Segundo Ligia, os tratamentos feitos nas fábricas ajudam a prevenir a ação de fungos e insetos, como brocas e cupins, assim como a entrada de água. Da mesma forma, especialistas e empresários garantem que o material é tão seguro quanto o concreto para incêndios.

Universidades e mercado ainda não dominam tecnologia, diz professor

A madeira foi uma das principais matérias-primas da construção civil até a popularização do concreto, há pouco mais de cem anos, como explica Marcelo Aflalo, arquiteto, professor da Fundação Armando

Álvares Penteado (Faap) e presidente da associação Núcleo da Madeira – apoiada por empresas do setor.

“O concreto foi visto como ‘salvador da pátria’ no começo do século 20. Mas, com o tempo, mostrou que não é tão durável assim, que tem vida útil, com manutenção cara. Hoje se está descobrindo que ele não é essa maravilha, que se precisa de alternativas.”

Aflalo pontua, contudo, que a construção com madeira engenheirada é pouco abordada dentro de universidades e entre empresas do meio, o que dificulta o uso em maior escala. “Por isso, arquitetos têm muito receio, construtores não conhecem, a mão de obra também não. Estamos quase começando do zero”, afirma.

“As escolas hoje não ensinam nada disso. Tem meia dúzia de pessoas que realmente domina”, continua o especialista. “Temos madeira laminada colada há anos, mas não temos escala grande (no País) que permita construir dez prédios ao mesmo tempo, por exemplo.”

Ele comenta que a madeira pode também ser utilizada em obras de ampliação de imóveis antigos, o que é facilitado por ser um material leve. “As placas chegam a ter 16 metros de comprimento e 20 centímetros de espessura, se montam como um castelo de cartas, empilhando. Você constrói nove andares em menos de um mês, com quatro funcionários.”

O professor comenta, também, que a construção de um prédio de madeira envolve algumas mudanças no planejamento do setor imobiliário. “Hoje, o setor vai pagando aos poucos, faz o lançamento, vende 70%, se capitaliza e aí começa a construção. No prédio de madeira, tudo precisa acontecer em um prazo muito mais curto. Precisa ter outro modelo de negócio, de financiamento.”

Fonte: Estadão

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Construção civil deve crescer 3% e gerar 150 mil empregos em 2020

O setor de construção civil abre o ano de 2020 com perspectivas de crescimento, segundo as principais entidades do segmento. Para a CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), o setor deve crescer 3% neste ano. Segundo o presidente José Carlos Martins, isso representa um potencial para criação de 150 mil a 200 mil postos de trabalho formais até dezembro.

Caso a estimativa se confirme, será superada a marca de 2019, que deve ficar próxima dos 100 mil postos de trabalho, com avanço de 2% – os números relativos ao ano passado ainda não foram fechados.

Para as entidades, o setor aproveita um melhor momento da economia e consegue apresentar melhora após anos de desempenho ruim.

O Sinduscon (Sindicato da Construção de São Paulo) também estima um crescimento de 3% em 2020. A expectativa era que o PIB (Produto Interno Bruto) da construção brasileira fechasse 2019 com um crescimento de 2% na comparação com 2018, interrompendo uma série de 5 anos de quedas.

O presidente da entidade, Odair Senra, afirma que “a percepção é de que a crise do setor ficou para trás”.

Para 2020, a projeção indica que o segmento de autoconstrução e reformas seguirá liderando a recuperação. O setor de edificações residenciais aumentará o ritmo de crescimento, impulsionando o segmento de serviços especializados, enquanto as obras de infraestrutura devem seguir mantendo um ritmo lento de recuperação.

Minha Casa Minha Vida

Um ponto de interrogação do setor é o programa Minha Casa Minha Vida, que deve sofrer alterações e ganhar até um novo nome em 2020. As entidades afirmam que têm preocupação em relação ao programa, considerado um dos pilares do segumento no país.

No caso das grandes obras de infraestrutura, a previsão ainda é de um crescimento modesto. A expectativa é que diversas licitações aconteçam neste ano, mas que as obras só comecem em 2021.

Fonte: R7

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Curitiba terá o primeiro condomínio com Inteligência Artificial

O mercado imobiliário está sempre buscando atrair consumidores com proposta s de inovação. Uma das promessas citadas como tendências, que tem ganho força é a automação residencial que, segundo a World Global Style Network (WGSN) – agência que monitora tendências internacionais – deverá movimentar cerca de 100 bilhões de dólares no mundo até 2020.

Para explorar esse mercado a GT Building lançou o Denmark, que, segundo a empresa, tem justamente a finalidade de trazer facilidade às tarefas cotidianas. O empreendimento, que será construído no bairro Cabral, em Curitiba, contará com diversas funcionalidades e uma dessas é Inteligência Artificial (IA) da Control4 e da Amazon, a Alexa.

O edifício contará com duas torres, tendo dois apartamentos por andar de 226m² a 230m² privativos, apartamentos-jardim de 475 a 554m² privativos e coberturas de 366m² a 368m². O ambiente decorado apresenta espaços idênticos ao que está na planta do apartamento.

As funções operacionalizadas pela IA são diversificadas e podem ser controladas por diferentes dispositivos eletrônicos ou por comandos de voz simples. Dentre as possibilidades de automação estão o Center Light para controle da luz artificial e equilíbrio da luz natural, ativação de aplicativos de Streaming, controle de temperatura, acionamento de utensílios de cozinha, trancamento de janelas e portas e ativação de alarme.

Jéssica Narita Hattori, sócia-proprietária da empresa de automação Nobel Home, disse que esse será um dos principais diferenciais do empreendimento. “A Alexa chegou ao Brasil apenas em outubro de 2019, o que significa que esse empreendimento será um dos pioneiros a utilizar o mecanismo internacional, gerando grande diferenciação dos edifícios já construídos em todo o País”, afirmou.

Para Alysson Sanches, diretor da da GT Building, as opções de automação criam um ambiente aconchegante e trazem mais conforto e tranquilidade aos moradores. “Tarefas simples como acender as luzes, ligar a TV e trancar as portas podem ser desconfortáveis se a pessoa já estiver deitada, por exemplo, então a automação é um meio de otimizar a qualidade de vida e o bem-estar dos moradores. Ainda, todas essas facilidades estão embutidas no Denmark que, por si só, já traz o conceito de felicidade ao empreendimento”, defendeu.

Fonte: Folha do Condomínio

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Quem aluga apartamento por temporada não pode usar as áreas comuns do condomínio?

O Tribunal de Justiça se posiciona sobre o caso:

As plataformas digitais para alugar imóveis fazem cada vez mais sucesso nas férias. Quem vai viajar quer ganhar uma renda extra e quem procura um lugar pra ficar tem cada vez mais opções, porém, existem condomínios que querem dificultar a estadia.

Esse tipo de problema está se tornando cada vez mais comuns, existem reclamações tanto de proprietários quanto de condomínios que desejam impedir o uso dos imóveis. Alguns condomínios estritamente residenciais já estiveram vetando a possibilidade desse tipo de locação sob os argumentos mais variados possíveis, enquanto que outros têm feito alterações em sua legislação para se adequar ao caso.

Apesar de ser uma nova modalidade, esse tipo de locação assemelha-se muito às locações para temporada, mas com o detalhe tecnológico. “Esse é mais um ponto a favor do proprietário”, afirma a Dra. Sabrina Rui, advogada em direito tributário e imobiliário.

Em outros casos, apesar de não vetarem o aluguel de apartamentos, alguns condomínios querem impedir os locatários de curta temporada de usarem as áreas comuns do local, como churrasqueira e piscina.

De acordo com a 27ª Câmara de Direito Privado do TJ/SP, é vedado ao condomínio proibir o livre acesso dos locatários, pois o contrato de temporada, mesmo que feito por plataformas digitais, é válido e deve ser tratado como estadia residencial.

“Contanto que o locatário respeite as normas do condomínio, como zelar pelo sossego e saúde dos demais condôminos, não há empecilhos em sua estadia, podendo usar e gozar livremente tanto do imóvel como de suas áreas comuns”, finaliza a Dra.

Fonte: Segs

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Inquilino ou proprietário? Veja os responsáveis pelas despesas (IPTU, reformas, consertos etc.)

Quem já alugou um imóvel ou conhece alguém que vive no aluguel já deve ter ouvido perguntas sobre quem deve pagar certas despesas de manutenção do imóvel, como IPTU, consertos e reformas, ou dúvidas sobre os direitos e deveres do inquilino e do proprietário.

Tudo isso é definido pela Lei nº 8.245/1991, também conhecida como Lei do Inquilinato. O UOL conversou com advogados e síndicos profissionais para entender melhor os principais pontos dessa relação. Veja abaixo algumas perguntas e respostas sobre o tema.

Quem paga pelo IPTU do imóvel?

O dono de um imóvel pode incluir no contrato de locação uma cláusula dizendo que o locatário deve pagar o IPTU. Contudo, segundo o Código Tributário Nacional, o imposto se refere a propriedade. Portanto, o responsável final pelo pagamento é o dono da propriedade, e não quem aluga. Se o IPTU não for pago, a prefeitura cobrará a dívida do dono do imóvel, independentemente do que ficou definido no acordo entre inquilino e proprietário.

Quem paga o seguro contra incêndio?

O dono do imóvel deve arcar com todos os seguros do imóvel, como o seguro contra incêndio. No entanto, o dono também pode colocar uma cláusula no contrato de locação transferindo essa responsabilidade para o inquilino.

Quem paga por reformas e reparos no imóvel?

É o proprietário do imóvel quem paga por qualquer despesa com reforma ou reparo na estrutura do imóvel, como pintura de fachada, ampliações, iluminação e instalação de equipamentos de segurança, de incêndio, de telefonia, de esporte e de lazer. É dele também a responsabilidade por qualquer custo com decoração e paisagismo no local. Esse tipo de despesa é chamado de extraordinária.

Quem paga por reformas e reparos nas áreas comuns (incluindo elevadores)?

O proprietário é responsável por qualquer reforma estrutural também nas áreas comuns, mas é o inquilino que deve arcar com custos de manutenção e conservação de áreas comuns, elevadores, porteiro eletrônico, equipamentos hidráulicos, elétricos, mecânicos e de segurança. Também paga por pequenos reparos nas dependências e em instalações elétricas e hidráulicas. Essas despesas são chamadas de ordinárias.

Inquilino pode mudar a estrutura do apartamento?

O inquilino não pode modificar a forma interna ou externa do imóvel sem autorização prévia e por escrito do dono do imóvel. Caso precise instalar uma lareira, derrubar paredes ou fazer qualquer reforma que altere a estrutura do local, é preciso antes pedir para o proprietário.

Quem participa de assembleia de condomínio?

Proprietários, inquilinos e pessoas que receberam procuração do dono imóvel podem participar da assembleia, desde que estejam com as contas em dia. Inquilinos votam apenas em assuntos referentes à manutenção do imóvel (ordinárias). Questões relacionadas a investimentos no patrimônio são decididas apenas pelos donos ou procuradores.

Quem pode votar em síndico ou conselheiro?

Inquilino e dono do imóvel podem votar no síndico, desde que não estejam inadimplentes.

Inquilino pode ser síndico? E conselheiro?

Inquilino pode ser síndico. No caso de conselheiro, é necessário verificar se a convenção condominial não coloca algum impedimento.

O que faz o inquilino ser despejado?

O proprietário pode mover uma ação de despejo contra o inquilino que descumpriu repetidas vezes as regras do contrato, como o não pagamento do aluguel e do condomínio, ou com comportamento antissocial que impossibilita o convívio com demais moradores, como briga em excesso, gritaria, preconceito etc.

A decisão, no entanto, cabe ao juiz. A ação do despejo pressupõe que houve tentativas amigáveis de retomada do imóvel anteriormente.

Proprietário pode encerrar contrato antes do prazo? Quem paga a multa?

A Lei do Inquilinato proíbe o proprietário de pedir o imóvel durante o prazo de locação determinado no contrato. O locatário, entretanto, pode devolvê-lo, desde que pague a multa proporcional ao período de cumprimento do contrato.

Qual o prazo mínimo de aviso prévio para deixar o imóvel ou pedir o imóvel?

O aviso prévio deve ser feito com antecedência de, no mínimo, 30 dias antes da saída ou pedido do imóvel.

Se o proprietário colocar o imóvel a venda, quais os direitos do inquilino? É obrigado a abrir a porta para interessados?

Caso o imóvel seja colocado a venda, o inquilino deve ser notificado pelo proprietário e tem preferência na compra, em igualdade de condições oferecidas a outros interessados. Caso alguém queira visitar o imóvel, o inquilino não deve ser opor. No entanto, é preciso que a visita seja combinada previamente. 

Como funciona o aluguel via caução?

O locatário deposita em uma caderneta de poupança, com o nome dele e do dono do imóvel, um determinado valor, que geralmente é de três meses do aluguel. A quantia serve como garantia em caso de inadimplência. No final do contrato, a caução é devolvida ao locatário, com juros.

Quem paga fundo de reserva do condomínio?

Por lei, é obrigação do dono do imóvel pagar pelo fundo de reserva, cuja finalidade é dar suporte para futuras obras e reformas estruturais (despesas extraordinárias). Porém, caso o condomínio utilize parte do fundo de reserva para despesas ordinárias (manutenção, limpeza etc), o locatário precisa contribuir com a reposição do fundo.

Fiador precisa ter imóvel na mesma cidade da locação?

Apesar de muitas imobiliárias pedirem um fiador com imóvel na cidade da locação, o que facilita a verificação das informações do locatário, a lei não faz essa exigência.

Fonte: Uol

 

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Desvalorização do patrimônio: principal razão para candidatar-se a síndico, diz pesquisa.

A empresa Lar.app realizou uma ampla pesquisa com diversos síndicos que apontou que a principal motivação para o morador voluntariar-se ao posto de responsável civil e criminal pelo condomínio é a perda de valor de seu patrimônio.

Muitos, inclusive, afirmam que: se houvesse uma gestão de condomínio mais eficiente, seria possível economizar o equivalente ou mais do que o valor de um boleto mensal.

Em segundo lugar como fator decisivo a necessidade de empreender ou viabilizar um plano B para a carreira profissional e o, terceiro principal fator, diretamente relacionado ao segundo vem a  necessidade de um novo emprego em meio à crise, ou complementar renda.

Dentre os entrevistados, revelou-se que raros são os síndicos não profissionais que conseguem dedicar-se full time à função. Para a maioria, ser síndico é uma camada de suas realidades e que precisa ser encaixada aos outros afazeres.

Cerca de 50% dos entrevistados afirmam que se houvesse maior reconhecimento e valorização sobre a função de síndico, fariam disso sua profissão principal.

Os síndicos profissionais entrevistados, cerca de 40% da amostra, contam que o trabalho traz uma qualidade de vida melhor com possibilidade de trabalho remoto, administrar cronogramas e horários quando mais conveniente, não possuir chefe e poder otimizar partes da função com as tecnologias.

Do lado negativo da “função síndico” existem alguns fatores a se considerar. Ou melhor, fatores que a maior parte dos profissionais não considera porque, antes de aceitar a função, não sabiam das atividades esperadas ou acreditavam que estas seriam mais simples do que efetivamente são.

Após tomarem a posição de síndico, descobrem, contudo, que a tarefa é intensa e que existe, na verdade, um desconhecimento generalizado sobre o papel, inclusive entre os condôminos.

“Este desconhecimento, somado à falta de padronização de processos e condutas dentre os síndicos, acarreta uma impressão de falta de “transparência” e até mesmo má índole”, destaca o sócio da LAR.

 

Fonte: Lar.app / Direcional